segunda-feira, 31 de outubro de 2011


“As Marcas do Novo Nascimento” III



1. A Terceira marca bíblica daqueles que são nascidos de Deus, e a maior de todas é o amor; como em(Romanos 5:5) “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado no coração deles, pelo Espírito Santo que lhes foi dado". E, em (Gal. 4:6) "Porque eles são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho, em seus corações, clamando, Aba, Pai". Por esse Espírito, olhando, continuamente, para Deus, como o Pai reconciliador e amável, eles clamam a ele pelo seu pão diário, e todas as coisas necessárias; seja para suas almas ou corpos. Eles, continuamente, despejam o coração deles, diante de Deus, sabendo (I João 5:15) "que ele os ouve em tudo o que pedem; sabendo que alcançam as petições que lhe fazem". O prazer deles está em Deus. Ele é a alegria em seus corações; "escudo" e "grande galardão" deles. O desejo de suas almas é em direção a ele; "carne e bebida para fazer sua vontade"; e (Salmos 63:5) eles estão"satisfeitos como com tutano e gordura, enquanto as suas bocas louvam com alegres lábios".

2. E, nesse sentido, também, (I João 5:1) "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido". Seu espírito regozija-se em Deus, seu Salvador. Ele "ama o Senhor Jesus Cristo com sinceridade". Ele está, então, "junto com o Senhor", como sendo um só espírito. Sua alma prende-se à dEle, e o escolhe, como, completamente, adorável, o principal entre dez mil. Ele sabe e sente o que isso significa: (Cantares 2:16) "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios". E (Salmos 45:2) "Tu és mais formoso do que os filho dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso, Deus te abençoou para sempre".

3. O fruto necessário desse amor de Deus é o amor ao próximo; de todas as almas que Deus tenha feito; sem excluir nossos inimigos; sem excluir aqueles que estão, agora, "despeitosamente nos usando e nos perseguindo"; um amor, por meio do qual, nós amamos todos os homens, como a nós mesmos; como amamos nossas próprias almas. Não somente isto, mas também, nosso Senhor expressou isso, ainda mais fortemente, nos ensinando a "amar o outro, como Ele nos amou". Assim sendo, o mandamento escrito nos corações de todos aqueles que amam a Deus, é nenhum outro do que esse: "Como eu tenho amado você, então, ame a seu próximo". Agora em (I João 3:16) "observamos o amor de Deus, em qual ele deu a sua vida por nós, e que nós devemos", então, como o Apóstolo, justamente, infere “dar a nossa vida pelos irmãos". Se nós nos sentimos prontos para fazer isso, então, nós, verdadeiramente, amamos o próximo. Então, (I João 3:14) "nós sabemos o que passamos da morte para a vida, porque amamos"assim"os irmãos".E, (I João 4:13) "Nisso, conhecemos" que nós somos nascidos de Deus, que "habitamos nele, e ele em nós, porque ele nos deu de seu" amável "Espírito". Porque (I João 4:7) "o amor é de Deus; e todo aquele que",assim, "ama, é nascido de Deus, e conhece a Deus".

4. Mas alguns podem possivelmente perguntar: Mas o Apóstolo não diz que "Esse é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos?" (I João 5:3). Sim. E, esse é o amor ao nosso próximo também, no mesmo sentido como é o amor de Deus. Mas o que você pode deduzir disso? Que manter os mandamentos externos é tudo o que está implícito, em amar a Deus, com todo seu coração, com toda sua mente, e alma, e forças, e em amar seu próximo como a si mesmo? Que o amor de Deus não é uma afeição da alma, mas, meramente uma tarefa exterior? E que o amor ao nosso próximo não é uma disposição do coração, mas, meramente, o curso das obras exteriores? Para mencionar uma interpretação, tão grosseira, das palavras do Apóstolo, é confuta-lo suficientemente. O significado claro e incontestável do texto é que esse é o sinal ou a prova do amor de Deus, de que devemos manter o primeiro e grande mandamento, para podermos manter todo o restante deles. Porque o amor verdadeiro, uma vez, esparramado, em nossos corações, irá nos constranger a procedermos dessa forma; já que, quem quer que ame a Deus, com todo seu coração, não pode deixar de servi-lo com todas as suas forças.

5. O Segundo fruto, então, do amor de Deus (tanto quanto ele pode ser distinguido disso), é aobediência universal a Ele que amamos, e em conformidade com Sua vontade; obediência a todos os mandos de Deus, interno e externo; obediência do coração e da vida; em todo temperamento, e em toda forma de conversação. E um dos temperamentos, que mais, obviamente, implica nisso é ser"zeloso das boas obras"; fazer o bem ao faminto e sedento de todas as maneira possíveis, a todos os homens; o regozijar-se em "dar e se dar a eles", por todo filho do homem; não buscando recompensa no mundo, mas apenas na ressurreição do justo.

Seja Edificado

domingo, 30 de outubro de 2011


“As Marcas do Novo Nascimento” II



1. Segundo as escrituras uma das marcas daqueles que são nascidos de Deus, é a esperança. Assim, São Pedro, falando a todos os filhos de Deus que estavam dispersos em seguida, disse: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança. " (1 Pedro 1:3). Viver uma viva esperança, diz o Apóstolo, porque há também uma esperança morta, assim como uma fé morta, uma esperança que não é de Deus, mas do inimigo de Deus e o homem, como parece evidente pelos seus frutos, pois, como é o filho do orgulho, por isso é o pai de toda palavra e obra má; “que todo aquele que nele tem esta esperança de vida,"purifica-se, assim como Ele é puro." é "santo como Aquele que o chamou é santo."Todo homem que pode verdadeiramente dizer aos seus irmãos em Cristo: ”Amados, agora somos filhos de Deus, e veremos como ele é".

2. Essa e


sperança implica, primeiro, o testemunho de nosso próprio espírito ou consciência, de que caminhamos "na simplicidade e sinceridade de Deus". Por outro lado, o testemunho do Espírito de Deus,"com testemunho", ou "o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus "," e se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo ".

3. Vamos observar bem o que está aqui nos sendo ensinado pelo próprio Deus, tocando esse privilégio glorioso de seus filhos. Quem é que é dito aqui para testemunhar? Não é só o nosso espírito, mas um outro, o Espírito de Deus: é Ele que "testifica com o nosso espírito." O que é isso de testificar? "Que somos filhos de Deus", "e se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (Rm 8:16, 17;) "se é que sofremos com ele". Se nós negarmos a nós mesmos, se levarmos a nossa cruz diariamente, se alegremente suportamos a perseguição ou censura por causa dele, "para que possamos também ser glorificados." E em quem o Espírito de Deus dá o testemunho? Em todos os que são filhos de Deus. Por esse mesmo argumento que o Apóstolo prova nos versículos anteriores, que são assim: "Como muitos", diz ele, "os que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus""Porque não recebestes o espírito de escravidão novamente a temer, recebestes o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! Mas" E prossegue: "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". (8:14-16)

4. A variação da frase no versículo décimo quinto merece a nossa observação: "recebemos o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! Sim" Vós, os que são filhos de Deus, têm, em virtude de sua filiação, que recebeu o mesmo espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai: Nós, os apóstolos, profetas, mestres, (por isso a palavra não pode impropriamente ser entendida), nós através de quem você acredita, os "ministros de Cristo e administradores dos mistérios de Deus". Como nós, você tem um só Senhor, então nós temos um Espírito: Como nós temos uma fé, então nós temos uma esperança também. Nós e você somos selados com o "Espírito da promessa", o penhor da sua e da nossa herança: o Espírito é o mesmo testemunho com o seu e com o nosso espírito, "que somos filhos de Deus". (Rm 8:14-16).

5. E assim cumpriu-se a Escritura: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados." Porque é fácil acreditar que, embora a tristeza possa preceder este testemunho do Espírito de Deus com o nosso espírito; (na verdade deve, em algum grau, enquanto que gemem sob o medo, e um sentimento de ira de Deus habitando em nós) no entanto, assim como qualquer homem em si mesmo, sua "tristeza se converterá em alegria." Tudo o que a dor pode ter sido antes, mas, logo que "é chegada a hora, ele não lembra mais da angústia, mas sim da alegria" que ele é nascido de Deus. Pode ser que muitos de vocês têm agora a tristeza, porque são "alienados da comunidade de Israel", porque você está consciente de que você não tem esse espírito, que você é "sem esperança e sem Deus no mundo". Mas, quando vier o Consolador, "então o seu coração se alegrará"; sim, " sua alegria será completa", e "essa alegria ninguém poderá tirar." (João 16:22). "Temos alegria em Deus", que haveis de dizer, "por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação", "por quem temos acesso a esta graça", este estado de graça , de favor, ou a reconciliação com Deus, “na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus". (Rm 5:02).
"Vós", diz São Pedro, “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa,(1Pe 1:3-8) realmente indescritível! Não há palavras na linguagem humana que possam descrever essa alegria no Espírito Santo. É o "maná escondido, que ninguém conhece, senão aquele que o recebe”. Mas isso nós sabemos, ele não só continua, mas transborda, na profundidade da aflição. "São as consolações de Deus" com seus filhos, quando todos os confortos terrenos falham? Não é assim. Mas quando a maioria dos sofrimentos abundam, o consolo do seu Espírito, faz-se muito mais abundante, tanto que os filhos de Deus "riem da assolação quando ela chega", em querer, em dor, do inferno e da sepultura, como reconhece-ló, que "tem as chaves da morte e do inferno ", e em breve "lançara no abismo", como ouvi ainda hoje a grande voz do céu, dizendo: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, e Ele habitará com eles, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles e será o seu Deus. E Deus enxugará toda lágrima de seus olhos, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem haverá mais dor, porque as primeiras coisas são passadas". (Apocalipse 21:3-4)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011


“As Marcas do Novo Nascimento” l





por John Wesley

"Assim é todo aquele que é nascido do Espírito." João 3:8

1. Como é todo aquele que é "nascido do Espírito", isto é, nascer de novo, nascido de Deus? O que significa ser nascido de novo, ser nascido de Deus, ou nascer do Espírito? O que está implícito no ser um filho ou um filho de Deus, ou com o Espírito de adoção? Que esses privilégios, pela livre misericórdia de Deus, normalmente são anexados ao batismo (que é daí, denominado por nosso Senhor em um verso anterior, o "nascer da água e do Espírito"), nós sabemos, mas queremos saber o que estes privilégios são: Qual é o novo nascimento?

2. Talvez não seja necessário dar uma definição do presente, vendo a Escritura não nos dá nenhum. Mas como a questão é de profunda preocupação para todos os filhos dos homens, uma vez que, "se alguém não nascer de novo", nascido do Espírito, “ele não pode ver o reino de Deus"; proponho estabelecer as marcas da mesma de uma maneira mais clara, assim como eu as encontro nas Escrituras.

I.

1. A primeira delas, e a fundação de todo o resto, é a fé. Assim, São Paulo, "porque todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus." (3:26. Gal.) Então, João, "deu-lhes o poder",(direito ou privilégio, pode assim ser traduzido) "de se tornarem filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; que nasceram", quando eles acreditavam, “não de sangue, nem da vontade da carne",não por geração natural, “nem da vontade do homem ", como as crianças adotadas por homens, no qual nenhuma mudança interior é assim feita, "mas de Deus." (Jo 1:12,13). E mais uma vez em sua epístola geral: "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus". (1 João 5:1).

2. Mas não é uma teoria ou especulação da fé que se fala aqui pelos Apóstolos. Não é um simples assentimento a esta proposição, Jesus é o Cristo, na verdade, nem todas as proposições contidas em nosso credo, no Antigo e Novo Testamento. Não é apenas um parecer favorável a qualquer uma ou todas essas coisas credíveis, como crível. Para dizer isso, estavam a dizer (o que se podia ouvir?) Que os demônios eram nascidos de Deus, pois eles têm essa fé. Eles, tremem, acreditam, tanto que Jesus é o Cristo, e que toda a Escritura, tendo sido dada por inspiração de Deus, é verdade que Deus é verdadeiro. Não é apenas um assentimento à verdade divina, mediante o testemunho de Deus, ou com base nas provas dos milagres, pois eles também ouviram as palavras da sua boca, e sabiam que ela era uma testemunha fiel e verdadeira. Eles não podiam deixar de receber o testemunho que ele deu, tanto de si mesmo e do Pai que o enviou. Eles viram igualmente as grandes obras que ele fez, e daí, acreditava que ele "veio de Deus." No entanto, apesar desta fé, eles ainda estão "reservados em cadeias de escuridão para o juízo do grande dia."

3. Por tudo isto não passa de uma fé morta. O verdadeiro cristão, a fé viva, que àquele que tem, é nascido de Deus não é apenas um parecer favorável, um ato de compreensão, mas uma disposição, que Deus operou em seu coração, "a confiança e a confiança em Deus, que, através dos méritos de Cristo, seus pecados estão perdoados, e nEle reconciliados com a graça de Deus." Isto implica, que um se um homem primeiro renuncia a si mesmo, para que, a fim de ser "encontrado em Cristo", para ser aceito por ele, ele rejeita totalmente toda a "confiança na carne" que, "não tendo nada a pagar", não tendo confiança em suas próprias obras ou a justiça de qualquer tipo, ele se achega a Deus como um perdido, miserável, auto-destruído, auto-condenado, desfeito, pecador desamparado, como aquele cuja boca está totalmente parada, e que é totalmente culpado diante de Deus. Tal sentido do pecado, (comumente chamado de desespero, por aqueles que falam mal das coisas que eles não conhecem), juntamente com uma plena convicção, como não há palavras para expressar, de Cristo só vem a nossa salvação, e um sincero desejo de que a salvação, deve preceder uma fé viva, uma confiança nele, que "para nós pagou nosso resgate com a sua morte, e cumpriu a lei de sua vida.” Essa fé, pela qual somos nascidos de Deus, "não é apenas uma crença de todos os artigos da nossa fé, mas também uma verdadeira confiança da misericórdia de Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo."

4. Um fruto imediato e constante dessa fé pela qual somos nascidos de Deus, um fruto que não pode de modo algum ser separado dela, não, por uma hora, é o poder sobre o pecado, o poder sobre o pecado exterior de qualquer tipo; mais cada palavra e obra má; para onde quer que o sangue de Cristo é, portanto, aplicado, "impugnando a consciência de obras mortas", e sobre o pecado interior, pois purifica o coração de todo desejo impuro e temperamento. Este fruto da fé, São Paulo foi descreveu amplamente, no sexto capítulo da sua epístola aos Romanos. "Como nós", diz ele, "que" pela fé "estão mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" "O nosso homem velho foi crucificado com Cristo, que o corpo do pecado seja destruído, que doravante não devemos servir ao pecado." "Do mesmo modo, considerai-vos haveis de ser mortos para o pecado, mas vivos para Deus, por Cristo Jesus nosso Senhor. Não deixe portanto, o pecado reinar" mesmo "em seu corpo mortal", mas apresentai-vos a Deus, como aqueles que estão vivos entre os mortos." "Porque o pecado não terá domínio sobre você. Graças a Deus, que éreis servos do pecado, mas agora foste feito livre", o significado é simples, graças a Deus que, apesar de vós, em tempos passados, fostes servos do pecado, ainda agora estando livres do pecado, fostes feitos servos da justiça. "

5. O inestimável e mesmo privilégio dos filhos de Deus é tão fortemente afirmado por São João, particularmente no que diz respeito ao ramo anterior do mesmo, ou seja, o poder sobre o pecado exterior. Depois que ele estava chorando fora, como se espantado com a profundidade das riquezas da bondade de Deus, "Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.(1Jo 3:1), ele logo acrescenta: “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus”.(1Jo 3:9) Mas alguns homens irão dizer: "É verdade: é nascido de Deus aquele que comete pecado habitualmente." Habitualmente! De onde vem isso? Eu li que não. Não está escrito no livro. Deus diz claramente: "Ele não comete pecado", e tu acrescentas, habitualmente! Quem és tu que mudaste os oráculos de Deus? Que "acrescentastes às palavras deste livro?" Cuidado, peço-te, para que Deus não venha "acrescentar a ti todas as pragas que estão escritas nele!" Especialmente quando tu acrescentas comentários é como bastante engole o texto: Então por que, desse método, método engenhoso de enganar, a preciosa promessa é totalmente perdida; por isto, enganar e embaralhar os homens, a palavra de Deus é feita de nenhum efeito. Ò cuidado, tú que tiras assim das palavras deste livro, que, tirando todo o sentido e espírito delas, deixas apenas o que pode realmente ser chamado de uma letra morta, para que Deus também não tire a tua parte do livro da vida!

6. Sofremos com o Apóstolo para interpretar suas próprias palavras, por todo o teor do seu discurso. No quinto versículo deste capítulo, ele disse: "Vós sabeis que ele,"Cristo" se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. E qual é a referência que ele tira isso? "Todo aquele que permanece nele não vive pecando. Aquele que peca não o viu nem o conheceu." (1Jo 3:6) Para sua aplicação dessa doutrina importante, é necessário muito cuidado: "Filhinhos, ninguém vos engane" (1 Jo 3:7) pois muitos procurarão assim fazer; para persuadi-ló para que você possa ser injusto, para que você possa cometer pecado, e ainda assim sermos filhos de Deus! "Aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo;. Ele comete o pecado é do diabo o diabo peca desde o princípio”. Depois segue-se, "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua semente permanece nele: ele não pode pecar, porque é nascido de Deus”. E acrescenta o Apóstolo, "nisto são manifestos os filhos de Deus os filhos do diabo ". Por esta marca simples (a cometer ou não cometer o pecado) são distintos um do outro. No mesmo sentido são as palavras no seu quinto capítulo, “Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando, porque o Filho de Deus os guarda, e o Maligno não pode tocar neles”.(1Jo 5:18)

7. Outro fruto dessa fé viva é a paz. Pois, "sendo justificados pela fé", tendo todos os nossos pecados cancelados, "temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." (5:1. Rom.) Este fato o próprio Senhor, a noite antes de sua morte, solenemente legou a todos os seus seguidores: "A paz", diz ele, "eu deixo com você" (você que "acredita em Deus" e "crede também em mim") "minha paz vos dou:" Não a dou como o mundo dá.. Não deixe seu coração ser incomodado, nem tenham medo” (João 14:27). E ainda: "Estas coisas vos tenho falado de você, para que em mim tenhais paz." (João 16:33). Isso é que "a paz de Deus, que excede todo o entendimento", que é a serenidade da alma, ela não tem entrado no coração do homem natural, e que não é possível, mesmo para o homem espiritual proferir. E é uma paz que todos os poderes da terra e do inferno são incapazes de tomar dele. Ondas e tempestades batem sobre eles, mas eles não se abalam, porque é fundada sobre a rocha. Ela guarda os corações e mentes dos filhos de Deus, em todos os momentos e em todos os lugares. Se eles estão na facilidade ou na dor, na doença ou na saúde, na abundância ou escassez, eles estão felizes em Deus. Em todos os estados eles tem aprendido a estar contente, sim, a dar graças a Deus através de Jesus Cristo, sendo que Ele também assegurou que "tudo o que é, é melhor", porque é a Sua vontade acerca deles: Então que, em todas as vicissitudes da sua vida"O coração permanece rápido, crendo no Senhor."


quarta-feira, 26 de outubro de 2011



Pequei, e agora?



“Quem de vocês estiver sem pecado que atire a primeira pedra”. Essa conhecida proposta dita por Jesus aos fariseus resume bem uma verdade que não podemos negar: todos pecamos. Apesar de regenerados, de obtermos nova vida em Cristo, há ainda a luta diária e constante contra o pecado. Ora o resistimos, ora somos vencidos. Por vezes caímos em pecados infantis, grosseiros e, não poucas vezes, chegamos à mesma constatação do Apóstolo Paulo: o que queremos fazer, não fazemos. Mas o que não é para ser feito, isso fazemos. Não adianta: somos carentes da Graça.
Apesar disso, não podemos negar também que essas experiências nos tornam mais maduros e o que se espera é que na próxima batalha, mesmo que a anterior tenha sido desastrosa, estejamos mais fortes e resistentes ao pecado. A questão que quero abordar é a maneira como lidamos com nossos pecados e confrontá-la com o que a Bíblia nos recomenda, uma vez que não é raro o caso de cristãos, que experimentaram a verdadeira conversão, prostrados diante da culpa do pecado. De uma coisa podemos ter certeza: o pecado consumado não é o fim da linha. A porta da Graça está aberta e do outro lado nos espera o pai de braços abertos oferecendo-nos outra chance. Eu quero citar três úteis etapas para lidarmos com o pecado, uma vez que ele foi consumado. Tudo baseado na segurança de que Cristo é quem nos justifica.
A confissão é o grande inicio para o pecador arrependido. É de se lamentar que essa prática esteja em baixa em nossas igrejas, que priorizam declarações de uma falsa força e poder, com atos e determinações, quando, na verdade, não passamos de débeis pecadores. A introdução de práticas nada bíblicas em nossos cultos tem escondido uma das mais contundentes declarações do Evangelho a nosso respeito e tem dificultado nosso acesso à Graça. Para os que desconhecem sua própria condição, a Graça torna-se sem função. Com isso, o que se vê são crentes desesperados por desempenho, inseguros e temerosos por uma possível queda.
Confessar, antes de tudo, é um exercício de autoreconhecimento e profundo pesar. Nele somos confrontados com nós mesmos. É como a fofoca. No entanto, nele falamos mal de nós mesmos. Nós somos a vítima e os nossos erros, hipocrisia e mentiras são o assunto. Tudo isso perante nós mesmos e Deus. Somos desnudados e toda a máscara cai. Apesar de doloroso, não há meio melhor para o tratamento dos nossos pecados pois ele gera contrição e a Bíblia nos garante que o Senhor ama isso. E é possível afirmar que o verdadeiro filho de Deus anseia por fazê-lo, pois confia no Pai (Sl 32: 3-5) e no seu perdão ( 1 Jo 1). Mesmo com pregações estranhas do Evangelho e com pessoas atendendo a apelos que elas mesmas nem sabem, o requisito da aceitação da mensagem de salvação continua sendo a real noção de pecado e a necessidade de redenção.
“O reconhecimento do pecado é o início da salvação” – Lutero
A certeza do perdão é a segunda e mais problemática ação. Eu digo problemática pelo que comumente erramos. Não são poucos os que confessam seus pecados, entendem a destruição que ele provoca, mas deparam-se com a enorme dificuldade em encontrar refrigério para suas almas. Vivem por tempos de forma melancólica, cabisbaixos e com um terrível sentimento de culpa, tanto perante Deus, quanto perante homens. Há alguns até que pregam esse estilo, como se fosse salutar.
A evidência do perdão não carece de eventos externos, de profetas enviados diretamente ao pecador, de revelações, de tratamentos, de raios, trovoadas ou o que for. Ele provém da Cruz (I Pedro 3:18; II Coríntios 5:21; Hebreus 9:12, 26). Essa deve ser a visão do filho de Deus. Seu refrigério e regozijo estão no fato de Cristo tê-lo substituído na Cruz, o livrado do pecado e garantido perdão. Isso é muito sério, pois está diretamente ligado à nossa comunhão. Se isso não estiver claro, fatalmente o cristão encontrará dificuldades na caminhada, com um relacionamento inseguro e cheio de medos para com o Pai. Essa postura não denota humildade, mas um enorme desconhecimento das garantias que temos em Cristo.
É muito importante que isso fique claro para os que, ao pecar, encaram isso como um fato estranho (não me refiro a pecados específicos, mas ao ato em si) e, como Adão, se escondem de Deus por terem pecado. “Ele conhece a nossa estrutura e lembra-se de que somos pó” ( Sl 113:4).
Por último, a restauração. Dos três, esse é o mais polêmico e extremamente heterogêneo ao longo do corpo, uma vez que há diferentes maneiras, bíblicas ou não, das quais se valem para tratar o pecador (Gl 6:1,2). Há casos em que o mesmo se vê exposto diante de um severo e acusador tribunal, quando, na verdade, o perdão e a exortação deveriam ser elementos de tratamento. Sendo assim – já presenciei muito isso – a mudança de congregação ou, lamentavelmente, o abandono da fé, tornam-se possibilidades irresistíveis.
Talvez a maior evidência de que falhamos nisso é a maneira como o “mundo” vê a igreja. Não são raros os comentários de que ela foi feita para “perfeitos” e “santos”, no sentido pejorativo da palavra. Sem entrar na questão teológica dos seus significados, não é por esses tipos de pessoas que a Igreja é composta. Pelo contrário, nela essas pessoas não existem.
O que não podemos perder de vista é justamente o fato de que o Evangelho é para pecadores e seu principal objetivo é a restauração deles, isto é, o retorno à comunhão com o Redentor (Lc 5:31,32; 1 Tm 1:15). É compreensível que isso possa levar tempo e envolver pessoas, principalmente as que foram diretamente afetadas pelo pecado de outrem – sim, o pecado individual é um problema do corpo também – mas a restauração do pecador perante os demais deve ser o objetivo principal do corpo em que está inserido. Isso é a aplicação direta da graça. Não podemos nos esquecer de que o maior benefício da Obra de Cristo foi a nossa imediata e plena restauração, com redenção, regeneração e justificação.
Portanto, para você que se encontra estagnado, mesmo tendo confessado e sido perdoado, deixo minha recomendação: siga em frente. Retorne, com a devida orientação e apoio do seu pastor e líder, confiando sua vida a Jesus, às primeiras obras. Glorifique a Deus, dê testemunho da obra da redenção em você.
Certamente uma das maiores demonstrações da graça sobre a Igreja é que um dos seus mais importantes líderes foi justamente o que negou Jesus.
Conclusão
Pelo menos duas verdades ficam evidentes na declaração de Jesus que citei no início: primeiro, não possuímos direito de definir se o irmão tem ou não direito ao perdão. Segundo, Jesus busca pecadores. Essa segunda fica ainda mais clara em várias parábolas, quando Deus – Ele mesmo – é comparado ao pai que sofre pelo filho perdido; ao pastor de ovelhas que não mede esforços em busca do que se havia perdido.
Por isso, de todas as justificativas dos que abandonam Cristo, a que se apóia no fato de sermos pecadores, sob a ótica do Evangelho, é a mais absurda. Foi por esse motivo que o Filho de Deus se fez homem, morreu e ressuscitou. E é por esse motivo que fora dele não há possibilidade de salvação. Somos pecadores, o Pai sabe disso e nos oferece sua Graça como remédio a nos ensinar a seguir em frente com Ele, dia após dia ( Ef 2:10; Tt 2:11-13).
Em Cristo,

Por  (perfil no G+ Social)

Tiago Lino é fruto do amor de Cristo derramado na cruz. É estudante e gosta de escrever sobre nossa filiação e o Reino de Cristo quando pode. Ser parecido com Jesus é o objetivo de sua vida. Você o encontra no twitter em @tiagolinno e no blog www.tiagolinno.wordpress.com, onde ele também escreve.

domingo, 23 de outubro de 2011





O perigo da bajulação profética – Parte 2


“Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores e dize aos que só profetizam o que vê o seu coração: Ouvi a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos profetas loucos que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram”
(Ez 13:1-3)
Sabe, amados, estamos verdadeiramente vivendo os últimos dias.
Paulo em sua carta a Timóteo diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé dando ouvidos a “espíritos enganadores” e a “doutrina de demônios”, pela hipocrisia de homem que falam mentiras, tendo cauterizada a própria consciência (1 Tm 4:1-2).
E é o que temos visto em nossos dias.
Como já foi dito na primeira parte deste estudo, vivemos numa sociedade egocêntrica e carente de Deus.
E o reflexo disso, é o que temos visto também na igreja, que é a apostasia dos últimos dias através da hipocrisia religiosa em muitos lugares. Através de diversas doutrinas não bíblicas, o engano tem se espalhado na Igreja do Senhor.
Num passado recente a apostasia vinha através de uma denominação religiosa que se achava a única Igreja.
Hoje são várias denominações que tem a mesma idéia. No passado havia os papas, hoje são alguns “apóstolos”, “bispos” e “profetas” que como “donos de igreja” são responsáveis pela apostasia e o escárnio do evangelho em nome da fé.
Diz a palavra de Deus que muitos seguirão as suas práticas e por causa disso, será blasfemado o caminho da verdade (2 Pe 2:2). Pedro diz que assim como houve falsos profetas haverão também falsos mestres que com heresias de perdição (1 Pe 2:1).
É por isso que essa apostasia que Paulo menciona não se refere a se “desviar” da igreja. Esse desviar não significa deixar de ir a um templo ou instituição religiosa, mas estando e frequentando a Igreja do Senhor, mas vivendo e ensinando uma doutrina estranha e não bíblica. E isso é o que tem acontecido. Como disse Oséias :
O meu povo foi destruído por que lhe faltou conhecimento.(Os 4:6).
Muitas pessoas até vão a igreja, se dizem convertidas, mas acabam não meditando na palavra de Deus e vivendo com Cristo.
Com isso acabam acreditando em palavras persuasivas de heresias, de textos fora de contexto( bíblico) para fins interesseiros. Acabam entrando em sistemas religiosos e acreditando que aquilo é o Reino de Deus.
Infelizmente as igrejas que mais crescem são aquela cuja doutrina enfatiza a profecia de bajulação ou como diz as Escrituras a adivinhação lisonjeira. (Ezequiel 12:24). No tempo de Ezequiel a profecia lisonjeira era comum. Essa profecia consistia em satisfazer o ouvinte, dizendo tudo que lhe era aprazível, ou seja, tudo que lhe dava prazer. Era como se diz no ramo de vendas ,“agradar o cliente”.
Sempre vinha com um fim de interesse, seja ele pessoal ou financeiro. Um dos mais famosos “profetas” dessa linhagem foi Balaão.(Nm 22:1-6).
Essa bajulação profética era algo que Deus não se agradava, pois partia do coração do homem e não de Deus.(Ez 13:2) E se parte do coração do homem poder ser enganoso como diz Jeremias: “Enganoso é o coração, mas que todas as coisas, e perverso, quem o conhecerá (Jr 17:9).
Muitos desses profetas mercenários tinham visões, mas eram falsas cujo objetivo era apenas de ganhar adeptos as suas mentiras e criar uma fama sobre si.
E hoje isso também não é diferente. Muitos são os que têm visões falsas e adivinhação mentirosa e os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor os não enviou; e esperam o cumprimento da palavra. (Ez 13:6).
Infelizmente essa é que a realidade de muitas igrejas que não vivem sem um profetadas e revelamentos.
Em alguns lugares parece que sem tais profecias o culto não existe e Deus não se manifesta.
Muitos acham que a verdadeira profecia e que profetizar é falar uma palavra “positiva” a alguém. Que o verdadeiro profeta é somente aquele que “revela” e “mostra” predizendo algo que vai acontecer.
Porém as Sagradas Escrituras mostram que aquele que profetiza fala aos homens para edificar, exortar e consolar (1 Cor 14:3).
Nas Escrituras vemos que muitos profetas verdadeiros sofreram por falar a verdade como ela é e como Deus desejava. Podemos citar Micaías que falando a verdade profética foi colocado no cárcere sem pão e sem água(I Rs 22:27).
E porque não falar de Jeremias que foi colocado num tronco e jogado numa cisterna, sem água , mas com lama (Jr 20:2;38:6).
Muitos profetas fiéis sofreram, foram escarnecidos e açoitados pela sua fé(Hb 11:36). Também foram renegados por seu povo, por não falarem palavras lisonjeiras .
Isso porque, não trazia palavras bajulativas em suas mensagens, mas aquelas que o povo precisava ouvir. Foram chamados de pessimistas, falsos e anti-patriotas por do seu povo , por muitos aqueles que só queriam ouvir o que lhes era agradável.
O Senhor pediu que o profeta Isaías escrevesse e registrasse para sempre que o povo era rebelde e não queria ouvir a lei do Senhor.(Is 30:8)
E por não querer ouvir a lei de Deus preferiram as profecias aprazíveis e não aquelas que vinham de Deus que eram retas e verdadeiras. (Is 30:10).
E hoje isso não é diferente. É triste saber que muitos tem seguido a doutrina de Balaão que é profetizar por interesse. (Números 22 e Judas 11). Pessoas que negociam seu dom por ganância. Que negociam Deus esquecendo que haverão de responder no juízo. Homens que seguem sua próprias paixões e que vivem propalando grandes arrogâncias, vivendo a bajular os outros por motivos interesseiros (Jd 16).
Bem profetizou o profeta Daniel em relação a esse espírito enganador do Anti-Cristo quando disse:
“Aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas ao povo que “conhece a seu Deus” se tornará forte e ativo (Dn 11:32).
Como disse Paulo:
E por não ouvirem “a verdade” Deus lhe enviará a “operação do erro” para que creiam na mentira, para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade(2 Ts 2:11-12).
Por isso cuidemos dessas profecias bajuladoras. Eis que a doutrina de Balaão já opera tentando enganar os eleitos de Deus. Como disse Pedro: Por avareza (ganância) farão de vós negócio com palavras fingidas e fictícias. Muitos seguirão as suas práticas libertinas, bem como suas palavras bajuladoras e mundanas, infamando o caminho da verdade(2 Pe 2:2-3).
Lembrem-se os verdadeiros profetas e discípulos de Cristo não usam de lisonjas e nem querem a glória para si.(1 Ts 2:5-6).
Paulo advertiu os colossenses a não serem enganados por palavras persuasivas , ou seja, os raciocínios falazes (Cl 2:5).
Por isso meu irmão, tende cuidado para não ser “preso” nessas “correntes” por meio de filosofias mundanas e vãs sutilezas (Cl 2:3-4).
Toda a profecia lisonjeira vem recheada com ingredientes mundanos ressaltando os prazeres carnais com os negócios dessa vida.
Infelizmente em nosso tempo as pessoas têm procurado e buscado mais as coisas deste mundo do que as do vindouro. A profecia de bajulação ressalta isso.
E muitas pessoas tem ficado presas as doutrinas de bajulação, pois essas em nada são confrontados a mudar de vida, desde que aceitam esse tipo de doutrina e não a que exige abnegação para seguir Jesus.
Tende portanto cuidado com os falsos profetas que profetizam o que seu coração diz. Que só profetizam “tudo vai bem” e paz quando não há (Mq 3:5).
Jesus nos advertiu que muito viriam “em seu nome” e enganarão a muitos(Mt 24:5). Estes operarão sinais e prodígios para enganar os escolhidos de Deus(Mc 13:22).
Por isso cuide-se para que que você não esteja entre os escolhidos que foram enganados.
E na verdade todos os que desejam viver “em Cristo Jesus” padecerão perseguições. Mas os homem maus e enganadores ião de mal a pior, enganando e sendo enganados (2 Tm 3:12-13).

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011


O perigo da bajulação (parte 1)




Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos, desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens, falam com falsidade uns aos outros. Falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente (Sl 12:1-3).
Por muito tempo o Senhor tem colocado em meu coração para compartilhar com os irmãos e amigos sobre este tema: a bajulação.
Estive por um bom protelando em falar sobre isso, mas toda vez que abria as Escrituras Sagradas o Senhor ministrava comigo algo sobre isso, ressaltando versículos e me mostrando o que tem ocorrido tanto na sociedade como na Sua Igreja.
Segundo o dicionário bajular significa lisonjear, adular servilmente ou elogiar com interesse. Bajulação é aquilo que louva e exagera os méritos de alguém com fins interesseiros. Aquele que bajula é adulador e lisonjeador, conhecido também como puxa-saco.
No Brasil Império por exemplo o ato de beijar a mão de autoridades reais e eclesiática era um prática.
Como foi outrora nos tempos antigo a bajulação hoje, tem tomado espaço na sociedade em que vivemos devido a superficialidade das relações humanas, o egocentrismo e a hipocrisia de muitos que vivem numa vida de falsidade.
Vivemos num mundo egoísta e corrupto onde o que importa é tudo aquilo que traz vantagem para si.
Vivemos numa sociedade onde o que predomina é a lei de Gerson, onde o importante é levar vantagem tudo, certo !
Errado !
Maquiavel diz que o fim justifica os meios e são muitos que acreditam nessa teoria. Mas no caso da bajulação é algo que Deus não se agrada. O Senhor se agrada de um coração sincero , pois ao homem sincero , Ele mostrará sinceridade e o futuro desse será de paz (Sl 18:25 ;37:37).
Porém esta sinceridade deve ser algo benéfico e proveitoso para o outro. Existem pessoas que são tão sinceras no falar que acabam exagerando. Se não for para o bem esta sinceridade torna-se nociva, sendo o que muitos chamam de sincericídio, ou seja, o suicídio moral pela sinceridade exacerbada. Em ambos os casos, tanto na bajulação, quanto no exagero de sinceridade o desequilíbrio no temperamento se torna evidente. Eu não preciso dizer o que não penso para receber algo (bajulação), nem falar o que penso só para me mostrar autêntico e “super sincero”. A franqueza no momento errado é tão prejudicial quanto a bajulação. Devemos aprender a falar no tempo certo e com sinceridade. Devemos aprender a ter a virtude de ser sinceros e não usar de bajulação . Devemos aprender a acima de tudo ter domínio próprio no nosso falar(2 Pe 1:6)
Pois assim diz a palavra de Deus:
Como cidade derribada que não tem muros, assim é homem que não tem domínio próprio(Pv 25:28)
Como maças de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo(Pv 25:11)
Na bajulação não há verdade, seu objetivo é interesseiro, não é algo autêntico e propaga a falsidade.(Sl 12:2) A bajulação ocorre em todos as áreas da nossa vida como no nosso trabalho, na faculdade e até mesmo na igreja. Na sociedade vemos muitos usando da bajulação para crescer profissionalmente. E na igreja para dar e receber a glória humana.
O apóstolo Paulo disse que não usava de bajulação:
Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha (1 Tessalonicenses 2:5)
Também disse que quem se utilizava disso era os falsos cristãos:
Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Romanos 16:18
O justo Jó também disse a mesma coisa:
Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem! Jó 32:21
Porque não sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador.
Jó 32:22
A bajulação é algo nocivo em qualquer lugar, pois desde os tempos se antigos muitos se utilizam dessa prática.
E hoje, isso não é diferente, pois, como dizia certa marchinha carnavalesca.
” O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais..”

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http://estudos.gospelmais.com.br/o-perigo-da-bajulacao-parte-1.html